sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Jostein Gaarder


Tenho um amor antigo por Jostein Gaarder. Aos quinze anos, eu vivia em uma enorme angústia. Eu me afundei em inúmeras perguntas existenciais e sentia um nó na garganta sem fim porque a toda hora eu me lembrava que minha existência é finita e que logo, deixarei de existir. Toda a existência me parecia tão curta que eu sentia que estava perdendo tempo a todo momento. Eu não conseguia encontrar ninguém para conversar sobre isso. Ninguém que sequer entendesse esses pensamentos sem me chamar de "depressiva". Eu me torturava. Adolescentes adoram fazer isso..
Enfim.
Minha mãe me levou ao médico. O médico era homeopata, holístico. A consulta era sempre assim: falávamos um pouco sobre a minha saúde e, depois, já mudávamos para meu comportamento e como eu estava me sentindo. Minha mãe não sabia como lidar com minha angústia e deixou isso bem claro na consulta. Acho que até brigamos no meio da consulta, sei lá! No fim, o médico me prescreveu os remédios para bronquite e "O Dia do Curinga" do Jostein Gaarder.
Não consigo colocar em palavras o quanto me identifiquei e o quanto esse livro falou diretamente comigo. O quão perfeito ele foi para mim naquele momento. De certa maneira, sinto raiva de Gaarder, por ter escrito esse livro antes de mim! Até hoje, não consigo tirá-lo de mim, do que eu sou e da minha cabeça.Tenho TODOS os livros dele.
Esse ano, Jostein Gaarder esteve na bienal. Eu, claro, fui vê-lo, pegar autógrafo e escutar sua palestra. Ele é tão encantador quanto seus livros. Eu queria encontrar toda a entrevista dele no youtube, mas encontrei apenas trechos. De qualquer maneira, postei aqui. Quero dividir a experiência de ouvi-lo!!!







Esses dias, terminei de ler o livro mais recente dele. "O Castelo Dos Pirineus". Mais uma vez ele falou comigo, com minha alma, de uma maneira tão profunda que me tira o fôlego...

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